O site pichacao.com foi concebido tendo como base a pesquisa de mestrado (Os Tipos Gráficos da Pichação). O conteúdo do site a princípio ficaria restrito à pesquisa, mas com o tempo foram incorporados outros assuntos. Sendo assim, qualquer contribuição relativa ao assunto pode ser enviada. Se o assunto for relevante será incorporado ao site.
O autor do site tem atualmente três produções relacionadas ao tema.
A primeira é uma fonte digital chamada Adrenalina. Você pode ter mais detalhes sobre o projeto clicando aqui ou pode compra-la direto pelo site Myfonts.com.
A segunda produção é um website de nome Pich(x)ação selecionado para o FILE 2006. O web site tem a finalidade de criar experimentação digital usando como inspiração: fotos, sons e letras de pichação capturadas em São Paulo - Brasil. Veja o site clicando aqui.
O
terceiro produto é uma pequena seleção de
fotos de pichação com comentários divertidos
intitulada Devaneios
Pichográficos. As fotos foram selecionadas dentre mais
de 1.000 fotos tiradas no bairro da Mooca em São Paulo
entre 2005 e 2006. Veja as fotos clicando
aqui.
A
pichação é uma ação de transgressão
para marcar presença, chamar atenção para
si por meio da subversão do suporte. Muitas vezes o nome
pichado é repetido como uma espécie de carimbo pela
cidade. A pichação não configura gesto estético
obrigatório - em relação à forma e
conteúdo - embora possa ocorrer.
O pichador tem a estética como valor secundário,
há um privilégio pela palavra (tipografia), no caso
de desenhos ou ilustrações, eles costumam ser muito
simples, próximos de símbolos. Na colorização
da mensagem utiliza-se pouca cor, na maioria dos casos só
uma cor. Os suportes para a pichação nunca são
autorizados ou cedidos, são sempre tomados de assalto,
ao contrário do grafite, não existe preferência
por superfícies maltratadas e sim por superfícies
novas ou onde já existam pichações no lugar.
Portanto, os suportes são os mais variados possíveis,
dos topos dos prédios a monumentos, museus, inclusive espaços
da cidade onde o suporte contenha valor histórico ou cultural.
Evitando nesse momento qualquer tipo de apologia à pichação,
é importante que se perceba o fenômeno de forma imparcial
para notar que a pichação, apesar de ser uma atividade
ilegal, é um movimento independente que os indivíduos
atuam de forma a construir e decidir conscientemente as suas ações.
O pichador propõe um novo significado para o local, ele
transforma a cidade com suas escrituras.
Uma fonte digital é um conjunto de caracteres em um corpo
e estilo, usada para escrever texto em softwares de computador.
As fontes digitais começaram a serem usadas a partir da
introdução do computador, portanto, por volta da
década de 1970/1980. Curiosamente essa data tem certa semelhança
com a origem das pichações, principalmente, no Brasil.
Atualmente a pichação brasileira é reconhecida
mundialmente como um fenômeno legitimo brasileiro, devido
as letras possuírem um desenho singular e características
particulares. O tipo de letra conhecido como tag reto difundido
em São Paulo é o grande representante desse estilo.
Uma fonte digital precisa ser concebida pensando
no desenho de letra por letra e ter uma unidade de conjunto o
que normalmente dá-se o nome de família tipográfica.
Esse trabalho feito de modo profissional precisa necessariamente
ser confeccionado em softwares adequados para se tornar um arquivo
digital.
Dentro desse contexto designers brasileiros começaram a olhar para este fenômeno com outros olhos, partindo para a construção de fontes digitais baseadas nesse estilo de letras.
A produção brasileira conta atualmente com três fontes digitais produzidas, sendo que três delas são comercializadas no mercado exterior usando representantes internacionais como distribuidor.
Clique
aqui e acesse a página com detalhes sobre as fontes
digitais.
Se você deseja participar da nossa galeria, envie um e-mail
para: info@pichacao.com
indique o seu site e conte um pouco da história da sua
marca e dos seus pixos. Ou caso queira sair da galeria é
só entrar em contato.